Uma viagem de norte ao sul do Brasil proporciona a todos um passeio de grandes descobertas: linguagens e expressões variadas, histórias e culturas típicas, comemorações e personalidades memoráveis e, claro, um amplo cardápio de opções gastronômicas.

Brinca-se em São Paulo, a cidade que nunca dorme, que se você sair às 23h para comer qualquer tipo de prato, você conseguirá achar um exemplar, tamanho são as possibilidades que o local oferece.

Mas quem nunca se juntou a um grupo de amigos para decidir onde ou o que comer e a discussão tomou rumos inesperados (e muito longos)?

Para te ajudar, uma vez por todas, a decidir entre as opções, separamos 4 grandes conflitos comuns entre os brasileiros: pão de queijo ou coxinha, sorvete ou açaí, hambúrguer ou cachorro quente, vinho ou cerveja. 

Entenda o comportamento do consumidor nestes casos, por meio da análise via Social Listening.

Pão de queijo versus Coxinha

Imagem 1: Gráfico de Duelo de Termos do War-Room STILINGUE

Na batalha entre mineiros e paulistas, os representantes ultrapassam as fronteiras e são queridinhos nacionais.

A diferença recai, principalmente, nos momentos de consumo, nos quais pães de queijo são opções para um cardápio matutino e as coxinhas, para o diurno.

Quando falamos em pães de queijo, os cinco principais acompanhamentos defendidos pelos internautas nos últimos 3 meses foram:

  • Pão de queijo com café (15,6%)
  • Pão de queijo com requeijão (9,5%)
  • Pão de queijo com ketchup (8,1%)
  • Pão de queijo com Nutella (7,4%)
  • Pão de queijo com doce de leite (7,0%)

Enquanto isso, adequações e adaptações de coxinhas para atrair e suprir as vontades do público vegano foram mais representativas: recheios de palmito, carne de soja, jaca e até de carne de casca de banana.

Comum aos pães de queijo e às coxinhas estão também as releituras dos clássicos brasileiros em versões diet, low carb e fit

Destaque para a rede de cafeterias Starbucks, fortemente lembrada pelos internautas como fornecedora de qualidade dos dois quitutes.

Sorvete versus Açaí

Imagem 2: Gráfico de Duelo de Termos do War-Room STILINGUE

Fruto típico do Pará, o açaí tornou-se popular no restante do país ao ser consumido como sobremesa, semelhante aos sorvetes, picolés e gelatos. Ainda assim, neste duelo, estes últimos apresentam mais de 5 vezes o volume de referências nas redes sociais quando comparado com dados sobre açaís.

Apesar de marcas fortes no segmento como Kibon e Häagen Dazs aparecerem entre as narrativas mais frequentes, crescem também discursos que comentam sobre a produção caseira, com receitas fáceis e práticas.

As principais mensagens de consumo vinculam os sorvetes ao calor do verão, e sabores como coco (4,8%), abacaxi (3,1%), brigadeiro (2,6%), manga (2,3%) e amêndoas (0,6%) são mencionados pelos internautas.

Por outro lado, quando se fala em açaí, os benefícios para a saúde com fatores antioxidantes e combate a radicais livres e, indicações de consumo por perfis de nutricionistas revelam uma diferente linha de abordagem.

Diferentemente dos sorvetes, o aparecimento do termo “delivery” vinculado ao açaí reforça a facilidade de compra, sem perda de qualidade, quando comparado com os sorvetes.

A marca Starbucks surge novamente, mas desta vez, em um cenário no qual os internautas refletem sobre os planos do dia, em que uma opção seria tomar açaí e outra, passear nas cafeterias. 

Hambúrguer versus Cachorro Quente

Imagem 3: Gráfico de Duelo de Termos do War-Room STILINGUE

Há dois anos, o eixo Rio-São Paulo viveu a febre das hamburguerias e dos lanches gourmets: uma opção refinada ao que, até então, eram alimentos tipicamente de fast foods e favoritos do público jovem.

Agora em 2020, o boom desta tendência já enfraqueceu e o consumo de hambúrguer entre os brasileiros passa por desde caseiros, artesanais, fast foods, veganos e vegetarianos – sem necessariamente apresentar um preferido.

Mais vinculado ao horário do almoço, opções com ingredientes diferenciados como hambúrguer a base de grão de bico ganham espaço entre os consumidores. 

Enquanto isso, o consumo dos cachorros quentes são muitas vezes relacionadas, principalmente, ao menu de festas infantis e ao café da manhã.

Dois anos após a febre de hambúrgueres gourmetizados, a tendência atingiu os hot dogs: salsicha alemã, molhos picantes, opções veganas, baguetes diferenciadas, apresentações no pote, no palito, prensados ou no prato.

Em comum, a marca Heinz aparece como acompanhamento e condimento de preferência: ketchup (14,2%), maionese (12,7%) e mostarda (2,5%).

Vinho versus Cerveja

Imagem 4: Gráfico de Duelo de Termos do War-Room STILINGUE

O cardápio ideal para acompanhar uma cerveja pode envolver uma combinação de entrada com batata e prato principal hambúrguer. Enquanto que para vinhos, uma entrada com queijo, castanhas e mel, seguido por um risoto com costela.

Dentre os tipos mais mencionados pelos internautas, cervejas sem glúten e vinhos brancos ganham mais espaço.

Para as cervejas, ainda é notável um movimento de compra por encomendas via e-mail.

Para conferir mais detalhes sobre este confronto, leia também Bebidas | Cerveja ou vinho?

Para esta análise, utilizamos o painel pré-configurado Trends – Práticas Alimentares da STILINGUE. Se você se interessou e quer mais informações sobre como utilizá-lo para atingir objetivos de negócio da sua marca, entre em contato com nosso time de especialistas em https://stilingue.com.br/ ou com nosso time de Customer Success.

Autor

Camila Harumi é formada em jornalismo e está no mercado de comunicação digital desde 2013. Traz experiências com gestão e capacitação de equipes, e já atuou como BI, CM, redatora e com Social Listening, principalmente em gestão e prevenção de crise de imagem. Participou também de projetos como eleições presidenciais 2014 e Olimpíadas.

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