Você conhece as comunidades vegana e vegetariana?

Sabia que no dia 01 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Veganismo?

De acordo com a pesquisa IBOPE de abril de 2018, atualmente, no Brasil, cerca de 14% da população se declara vegetariana. Não temos dados oficiais da população que se considera vegana. Porém, alguns estudos estimam cerca de 7 milhões de adeptos a esse estilo de vida/filosofia.

Sendo assim, comparado à mesma pesquisa do IBOPE de 2012, temos um crescimento de 75% da população vegetariana na regiões metropolitanas. 

O QUE É SER UAM PESSOA VEGANA? QUAL A DIFERENÇA DO VEGANO PARA O VEGETARIANO?

Apesar de serem conceitos parecidos, os vegetarianos não consomem nenhum tipo de carne animal, já os veganos não consomem nenhum tipo de produto/alimento de origem animal. Logo, isso implica em uma mudança em todas as esferas, seja nas roupas, produtos de beleza, limpeza e alimentação. 

QUEM É A POPULAÇÃO VEGANA E VEGETARIANA?

imagem 1: Gráfico de distribuição por gênero da Stilingue vegana
imagem 1: Gráfico de distribuição por gênero da Stilingue

A porcentagem de mulheres falando sobre veganismo/vegetarianismo é maior que a dos homens. Isto ocorre pois, além da questão alimentar, muitas também divulgam dicas de produtos de beleza e roupas veganas.

As organizações ficam em primeiro lugar, em decorrência do crescimento exponencial de estabelecimentos oferecendo opções de refeições vegetarianas/veganas.

imagem 2: Gráfico de ONDE estão falando da Stilingue vegana
imagem 2: Gráfico de ONDE estão falando da Stilingue

Considerando que, nos dias de hoje, apenas uma amostragem dos internautas fornece a sua geolocalização, temos uma indicação das das cidades onde mais se fala sobre veganismo/vegetarianismo, sendo elas:

  • São Paulo;
  • Rio de Janeiro;
  • Florianópolis;
  • Curitiba;
  • Porto Alegre.

ONDE CONVERSAM?

imagem 3: Gráfico de distribuição por canal da Stilingue vegana
imagem 3: Gráfico de distribuição por canal da Stilingue

Hoje, as conversas se distribuem em diversas redes, mas são mais mais polarizadas no Twitter e Instagram. Além disso, devemos lembrar que o Instagram, por ser uma rede social em que empresas podem divulgar seus pratos/cardápios por meio de imagens, é o principal canal para conversas sobre a temática.

O QUE FALAM?

Das 39.900 menções coletadas, temos 27.848 sobre veganismo e 12.052 sobre vegetarianismo. Desta forma, para entendermos alguns aspectos que permeiam essas publicações, separamos alguns temas para análise. São eles:

  • Questão animal: isto é, pessoas que optaram por serem veganas/vegetarianas por não concordarem com a exploração/sofrimento animal.
  • Questão de saúde: ou seja, pessoas que optaram por serem veganas/vegetarianas por terem uma restrição alimentar. Por exemplo: intolerância à lactose.
  • Alimentação: pessoas que optaram por serem veganas/vegetarianas por acreditarem em uma alimentação mais saudável, já que não contem nada de origem animal. 

O QUE PUBLICAM?

imagem 4: Gráfico Matriz Comparativa da Stilingue vegana
imagem 4: Gráfico Matriz Comparativa da Stilingue


Neste gráfico, conseguimos analisar a quantidade de publicações geradas dentro do grupo dos veganos e vegetarianos. 

  • Veganos: nestes, a questão animal é o que gera mais publicações, seguida da temática sobre alimentação e saúde. E, em menor escala, temos o estilo de vida. 
  • Vegetarianos: aqui temos alimentação em primeiro lugar, seguida pela questão de saúde, em que a maioria das publicações são dicas de dietas com base em receitas vegetarianas para perda de quilos e para melhor desempenho em atividades físicas. Sendo assim, a questão animal não é tão forte. Além disso, não temos nenhum tipo de menção sobre o vegetarianismo ser um estilo de vida. Ou seja, os vegetarianos não consideram isso um estilo de vida, e sim, uma opção. 

Por fim, um ponto curioso sobre o comportamento dos dois grupos é que, quando alteramos o gráfico para número de comentários, temos mais pessoas dialogando sobre veganismo do que vegetarianismo.

imagem 5: Gráfico de Termos Correlacionados da Stilingue vegana
imagem 5: Gráfico de Termos Correlacionados da Stilingue

QUE INFORMAÇÕES AS COMUNIDADES VEGANA E VEGETARIANA COMPARTILHAM?

Por meio do gráfico sonar da STILINGUE, conseguimos perceber como as conversas relacionadas aos veganos se dão. Os pontos focais são: 

  • Carne: em que temos uma distribuição de conteúdos explicando como o vegano pode substituir a proteína da carne por outros alimentos;
  • Vegana: que traz publicações mais relacionadas ao mundo animal e a exploração por trás da indústria da carne.

Além do mais, o terceiro ponto que aparece na conversa é a participante Adriana de Taubaté, que é vegana e está participando do programa Masterchef. 

imagem 6: Gráfico de Termos Correlacionados da Stilingue
imagem 6: Gráfico de Termos Correlacionados da Stilingue

Quando mudamos o gráfico sonar para a comunidade vegetariana, para entendermos se as conversas se repetem, temos alguns pontos interessantes, sendo eles:

  • Quando a temática vegetariana aparece, ela está atrelada a uma questão alimentar, como uma opção mais saudável. E uma segunda conversa menor mostra algumas pessoas questionando a quanto tempo são vegetarianas. 
  • Outra conversa que aparece entre trechos fragmentados consiste em vários e-books e ações promocionais, que trazem como recompensa livros com receitas vegetarianas, mostrando uma tendência de consumo alto por esse tipo de conteúdo. 
  • Outro ponto que aparece com mais força entre o grupo dos vegetarianos, são em tom jocoso em relação ao hábito alimentar dessa comunidade.

INDO ALÉM DA TEMÁTICA VEGANA E VEGETARIANA

Existem outros temas que também rondam a comunidade dos vegetarianos e veganos, que vamos tratar neste estudo. São eles:

  • Interesse: pessoas que possuem interesses em se tornarem veganas/vegetarianas;
  • Dificuldades: indivíduos que encontram dificuldades por serem veganas/vegetarianas;
  • Preço: o que as pessoas falam sobre o custo para se ter uma alimentação e um estilo de vida pautado no veganismo/vegetarianismo.

Em nossa amostragem de 39.900 publicações, mais de 500 pessoas demonstraram interesse em ser vegetarianas ou se tornarem veganas. Assim, as expressões: “Tentei”, “Tento” e “Quero ser” representam mais de 75% das publicações coletadas neste tema.

De acordo com a esta análise, os fatores que geram maior dificuldade para uma migração são a questão social e a dificuldade de se alimentar sem carne.

Alguns internautas colocam outros pontos, tais como saúde, pois acreditam que não faz bem para o corpo não comer carne, e há conversas menores indicando religião, ciência e economia como fatores para não aderirem ao movimento.

Constam também muitas piadas relacionadas a essa comunidade, que não trazem informações relevantes para a ligação direta do impacto na comunidade, até mesmo porque, boa parte dos memes e humor, estão direcionados à participante (vegana) do reality Masterchef. 

O mito de que ser vegetariano/vegano é algo difícil, por conta do preço dos produtos, chega a ser desmentido graças ao aumento da demanda. Tal fato impulsionou o investimento por parte de empresas empresas, que passaram a fornecer opções vegetarianas/veganas com preços mais acessíveis. 

Também é muito comum pessoas compartilharem receitas e dicas de como produzir seus alimentos e produtos veganos, tornando a prática mais acessível e o preço um fator não mais excludente para quem deseja desenvolver novos hábitos. 

INSIGHTS & RECOMENDAÇÕES

VEGANISMO/VEGETARIANISMO NÃO É MODA! É UMA REALIDADE!

Os dados comprovam: vegetarianismo e veganismo deixam de fazer parte de uma comunidade pequena e sem expressividade no comércio para ganhar espaço em diversos segmentos.

Seja alimentício, lojista, produtos de beleza e até nos conselhos médicos que orientam uma alimentação mais balanceada, sem a necessidade de carne.

O crescente número de pessoas adeptas ao veganismo trouxe um cenário que vai além da questão alimentar, mostrando que é possível viver com qualidade sem a necessidade de exploração animal, ambiental e humana.  

Esse tipo de preocupação/modo de viver, que vem cada vez mais ganhando força na mídia e entre os seus militantes, fez com que grandes cidades, como São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, desenvolvessem os maiores polos de comércios especializados para essas audiências.

Os pontos que analisamos neste estudo mostram que o veganismo/vegetarianismo não é algo que está regredindo, pelo contrário, as principais limitações ou tabus sobre uma vida sem produtos de origem animal, são quebrados nas conversas que permeiam a internet.

As marcas já pautam o assunto e internautas buscam alternativas caseiras ou mais baratas para darem continuidade à um estilo de vida sem impacto ambiental.